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A genética da sexualidade

Tradução do artigo sobre o maior estudo de orientação sexual já realizado.


A genética da orientação sexual
Estudos com gêmeos e outras análises de herança da orientação sexual em humanos, indicaram que o comportamento sexual entre pessoas do mesmo sexo, tem um componente genético. Pesquisas anteriores para os genes específicos envolvidos foram insuficientes, e portanto, incapazes de detectar sinais genéticos. Ganna et al. realizou um estudo de associação em todo o genoma em 493.001 participantes, nos Estados Unidos, Reino Unido e Suécia, para estudar genes associados à orientação sexual (consulte a Perspective by Mills). Eles encontram múltiplos locais implicados no comportamento sexual do mesmo sexo, indicando que, como outras características comportamentais, o comportamento não-heterossexual é poligênico.

INTRODUÇÃO
Nas sociedades humanas e em ambos os sexos, cerca de 2 a 10% dos indivíduos relatam praticar atos sexuais, com parceiros exclusivamente do mesmo sexo, ou com parceiros do sexo oposto. Estudos com gêmeos e famílias mostraram que o comportamento sexual entre pessoas do mesmo sexo é parcialmente influenciado geneticamente, mas pesquisas anteriores dos genes específicos envolvidos foram insuficientes para detectar o tamanho do efeito, para características complexas.

JUSTIFICATIVA
Pela primeira vez, novos conjuntos de dados em larga escala oferecem poder estatístico suficiente para identificar variantes genéticas associadas ao comportamento sexual de pessoas do mesmo sexo. Este estudo estimou a proporção de variação na característica representada, por todas as variantes em conjunto, estimou a correlação genética do comportamento sexual do mesmo sexo, com outras características biológicas e a complexidade da característica. Para esses fins, realizamos análises de descoberta de associações em todo o genoma em 477.522 indivíduos do Reino Unido, Suécia e Estados Unidos, análises de replicação em 15.142 indivíduos dos Estados Unidos e Suécia e análises de acompanhamento usando diferentes aspectos da preferência sexual.

RESULTADOS
Nas amostras de descoberta (UK Biobank e 23andMe), cinco locus autossômicos foram significativamente associados ao comportamento sexual do mesmo sexo. O acompanhamento desses locais sugeriu links para vias biológicas que envolvem regulação e olfação de hormônios sexuais. Três dos locus foram significativos em uma meta-análise de amostras de replicação menores e independentes. Embora apenas alguns locus tenham passado pelas rigorosas correções estatísticas para testes múltiplos em todo o genoma e tenham sido replicados em outras amostras, nossas análises mostram que muitos locus, estão subjacentes ao comportamento sexual do mesmo sexo em ambos os sexos. No total, todas as variantes genéticas testadas foram responsáveis ​​por 8 a 25% da variação no comportamento sexual masculino e feminino, e as influências genéticas foram correlacionadas positiva, mas imperfeitamente entre os sexos [coeficiente de correlação genética (rg) = 0,63; Intervalos de confiança de 95%, 0,48 a 0,78]. Essas influências genéticas agregadas se sobrepõem parcialmente às de várias outras características, incluindo comportamentos externalizantes como tabagismo, uso de maconha, assunção de riscos e o traço de personalidade "abertura à experiência". Análises adicionais sugeriram que comportamento sexual, atração, identidade, e as fantasias são influenciadas por um conjunto semelhante de variantes genéticas (rg> 0,83); no entanto, os efeitos genéticos que diferenciam o comportamento sexual heterossexual do mesmo sexo, não são os mesmos que diferem entre os não-heterossexuais com proporções mais baixas versus mais altas de parceiros do mesmo sexo, o que sugere que não há um continuum único do sexo oposto para a mesma preferência sexual.

CONCLUSÃO
O comportamento sexual entre pessoas do mesmo sexo é influenciado não por um ou poucos genes, mas muitos. A sobreposição com influências genéticas em outras características fornece insights sobre a biologia subjacente do comportamento sexual entre pessoas do mesmo sexo, e a análise de diferentes aspectos da preferência sexual enfatiza sua complexidade e põe em questão a validade de medidas de continuidade bipolar, como a escala de Kinsey. No entanto, muitas incertezas ainda precisam ser exploradas, incluindo, como as influências socioculturais na preferência sexual, podem interagir com influências genéticas. Para ajudar a comunicar nosso estudo ao público em geral, organizamos oficinas nas quais representantes do público, ativista e pesquisadores discutiram a lógica, os resultados e as implicações de nosso estudo.


Artigo original:
https://science.sciencemag.org/content/365/6456/eaat7693.abstract

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Executivo de Banco fala sobre a verdadeira corrupção

O sociólogo Jessé Souza entrevistou representantes da alta classe média, para escrever seu mais recente livro, “A Classe Média no Espelho”, em que traça um perfil do segmento da sociedade que, em grande parte, foi para as ruas protestar durante o governo Dilma Rousseff.
O pretexto era o combate à corrupção, mas se sabe hoje que era uma falácia. A classe média nunca esteve preocupada com a corrupção — se estivesse, estaria protestando pela punição a Fabrício Queiroz e Flávio Bolsonaro, flagrados em movimentação milionária atípica.
A mídia prende nossa atenção com a denúncias de corrupção e de qualquer mal uso do dinheiro público. Da prótese dentária ao debatível Fundo Eleitoral. Correto. Mas no contexto em impera a farra dos bancos e dos "investidores" do mercado financeiro em conluio com o Banco Central, investigar apenas a corrupção mais vulgar, serve apenas de distração. São centenas de bilhões por anos desviados para uma pequena parcela abastada da sociedade. Mais de meio trilhão de reais em alguns anos. Farra paga com a nossa aposentadoria, com menos direitos, com a venda de empresas estratégicas, com nossas riquezas naturais... tudo!

Não é culpa só do Bolsonaro ou dos 'golpistas', da direita, mas também dos ditos "governos de esquerda" que governaram o país desde a redemocratização, mas resolveram iludir e comprar o povo com consumo insustentável.

Enquanto os brasileiros não acordarem para isso, sempre seremos uma nação incapaz de alcançar um patamar elevado de desenvolvimento.

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O maior superávit primário da história brasileira.



O ano de maior superávit primário foi em 1994 durante o segundo semestre, o detalhe é que foi ano eleitoral, onde geralmente o gasto público aumenta. 
O Ministro da Fazenda que conseguiu essa façanha foi Ciro Gomes.


Quando o governo gasta mais do que arrecada se tem um déficit, quando arrecada mais do que gasta se tem um superávit. 


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O jogo sujo da Política.



Existe uma blogosfera identificada largamente pela expressão "blog sujo". É possível que algum dia ela tenha se vendido como trabalho jornalístico ou interpretação crítica e alternativa da sociedade, o que definitivamente não vem ao caso. Aos amigos que eventualmente possam dela se valer pra se situarem no debate público, acho que a única resposta cabível é esta: a propaganda serve no máximo como objeto de discussão, nunca como fundamento. Portanto, mais do que se atribuir uma posição esclarecida ou moralmente superior, demostrem na prática ao menos a intenção de ocupá-la. As virtudes aí implicadas devem ser construídas dialeticamente, não são atributos de facções encasteladas e pretensamente imunes ao julgamento público. Caso contrário podem se contentar com o caráter passivo-agressivo fomentado por tais blogs, tomando toda crítica por agressão e respondendo a elas com agressões acríticas. O maior juízo é o histórico, mas este não se dá a revelia de nossas ações...
Leandro Nogueira Dos Reis

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Alguma coisa sobre "NACIONAL-DESENVOLVIMENTISMO"



ALGUMA COISA SOBRE O "NACIONAL-DESENVOLVIMENTISMO"
1. Um "programa nacional-desenvolvimentista", cujos contornos mais gerais Ciro Gomes vem apresentando ao país, é o único, a meu ver, capaz de reunir forças de monta a, no curto prazo, derrotar Bolsonaro, a sua obra, o bolsonarismo, o neoliberalismo e colocar o país no rumo do crescimento econômico autônomo.
2. Um "programa nacional-desenvolvimentista" interessa, em tese, ao pequeno e médio empresário, a amplos setores da classe média, aos assalariados e ao trabalhadores do "mercado informal" - isto é, a setores que, somados, devem atingir algo em torno de 80% da população brasileira.
3. Para mim está claro, não há outra opção: ou é um programa deste perfil, ou é a "ruptura socialista", que não mobiliza, pelo menos até onde a vista alcança, ninguém fora da nossa “bolha”.
4. Ou é deixar tudo como está..., isto é:
5. O PT com o seu "Lula livre"...
6. O Psol, com o seu sempre simpático papel de ombusdman dos legislativos e guarda-chuva para as lutas identitárias...
7. E a ultraesquerda com sua pregação para convertidos.
8. Muita gente boa de esquerda critica o "programa nacional-desenvolvimentista", a meu ver pelo lado errado. Dizem que não há uma burguesia nacional para conduzir o processo, como manda o figurino da sociologia acadêmica "uspiana".
9. Sem burguesia nacional, sem "nacional-desenvolvimentismo"? Esta crítica padece, a meu ver, de "sociologismo". Senão, vejamos... Por que, diabos, um "programa nacional-desenvolvimentista" necessita, como condição de possibilidade, de uma burguesia nacional?
10. Ora um programa capaz de interessar, em tese, a 80% da população é potencialmente forte o suficiente para desencadear um amplo movimento político, cujas contradições,, quando tornadas irreversíveis, podem e devem ser resolvidas à esquerda.
11. Em 1964, as contradições do "programa nacional-desenvolvimentista" foram resolvidas à direita, mas poderiam ter sido resolvidas à esquerda. Não havia nenhuma “lei da história” que vetasse, liminarmente, esta possibilidade.
12. Para derrotarmos Bolsonaro, a sua obra, o bolsonarismo e o neoliberalismo precisamos mobilizar milhões de brasileiros. E esta mobilização só é possível, estou certo, mediante um programa político que atenda aos interesses de amplas camadas sociais, e coloque o país no rumo do crescimento econômico autônomo.
13. Para mim este programa só pode ser, nas atuais condições, me parece óbvio, de caráter “nacional-desenvolvimentista”... Ou o povo abraça um programa de luta, ou não sairemos do buraco que nos encontramos e que só faz se aprofundar. (A ausência de uma burguesia nacional, como pretendem os “sociologistas”, em nada impede a construção e a viabilização deste programa.)
14. Ou propomos um programa capaz de interessar milhões de pessoas, ou continuaremos vivendo da lacração nas redes sociais e/ou dos slogans dos doutrinários e dos identitários.
15. Ciro conquistou, na prática, de modo inquestionável, me parece, a liderança deste processo. Nildo Ouriques, a meu ver, vem trabalhando, nos limites das possibilidades daqueles que estão engajados na “Revolução brasileira”, para reunir forças para, quando o "nacional-desenvolvimentismo" for atravessado por contradições insolúveis, podermos ter, desta vez, uma resolução à esquerda.

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